Vacinação em Botucatu: ausentes na ação em massa com 2ª dose da AstraZeneca devem procurar postos de saúde


Quase 5 mil pessoas que foram vacinadas com a primeira dose no dia 16 de maio na cidade não foram neste domingo (8); moradores devem procurar as unidades a partir de terça-feira (10). Balanço final indicou a aplicação de mais de 61 mil doses e está dentro da expectativa da prefeitura. Botucatu aplica segunda dose da vacinação em massa contra Covid em quase 62 mil pessoas
Gabriela Prado/TV TEM
As quase 5 mil pessoas que não compareceram na vacinação em massa para aplicação da segunda dose da vacina Oxford/AstraZeneca neste domingo (8), em Botucatu (SP), devem procurar as unidades de saúde do município a partir desta terça-feira (10).
A cidade, que participa de uma pesquisa sobre a efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca, aplicou a segunda dose do imunizante em 61.741 pessoas, segundo o balanço final divulgado pela prefeitura.
O número ficou abaixo do registrado no primeiro dia de aplicação da vacina dentro do estudo, em 16 de maio, quando 66.730 moradores receberam a primeira dose. Com isso, 4.989 pessoas que receberam a primeira dose nesta data não participaram da ação neste domingo.
Botucatu aplica 2ª dose em quase 62 mil pessoas na vacinação em massa deste domingo
A recomendação da prefeitura é que essas pessoas procurem uma das unidades de saúde ou participem do segundo dia de vacinação que será realizado neste sábado (14).
Segundo a prefeitura, o número de pessoas imunizadas neste domingo está dentro da expectativa até pela data, Dia dos Pais, e também considerando os casos de moradores que contraíram a doença nos últimos 30 dias ou aguardam resultado de exame de Covid, além de mulheres que possam ter engravidado nesse período de 3 meses entre as doses e, portanto, não poderiam receber a segunda dose.
A campanha deste domingo teve dez horas ininterruptas de vacinação, realizada em 49 locais de Botucatu, entre escolas e ginásios, que foram transformados em postos de vacinação.
Em um colégio, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez a abertura oficial da ação com a aplicação da vacina na dona de casa Cláudia Gicus Botari, de 58 anos. O Ministério da Saúde repassou 80 mil doses do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a pesquisa de efetividade.
Ministro da Saúde Marcelo Queiroga aplica dose na dona de casa Cláudia Gicus Botari, na abertura da ação de aplicação da segunda dose de estudo em Botucatu
Gabriela Prado/TV TEM
A ação de complemento do ciclo de vacinação, que começou neste domingo para os moradores que receberam a primeira dose em 16 de maio, será fechada com uma nova sessão no próximo sábado (14), desta vez para as pessoas que receberam o imunizante no dia 22 de maio.
Pelo estudo, a população de 18 a 60 anos recebe as duas doses e os cientistas vão analisar se a proteção máxima consegue diminuir a transmissão e a contaminação pelas variantes da Covid-19. O estudo, que começou em maio com a primeira dose, vai monitorar os moradores até dezembro.
“Nós precisamos de duas doses para ter a completa proteção e, mais especialmente, a proteção contra a variante delta. Já sabemos que essa variante é pouco prevenida por uma dose única, mas muito bem prevenida por duas doses”, diz Carlos Magno Fortaleza, coordenador da pesquisa.
Botucatu aplica segunda dose da vacinação em massa contra Covid em quase 62 mil pessoas
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Segundo a Prefeitura de Botucatu, depois da aplicação da primeira dose, as internações em UTIs e enfermarias da cidade diminuíram 85,5% e o número de mortes caiu 70%. Mesmo assim, ressaltam as autoridades de saúde, completar a imunização é fundamental.
“Essa segunda etapa é muito importante, porque mostra a adesão da população à segunda dose, quando a gente realmente completa a imunização primária, e, aí sim, a gente vai medir a efetividade, 14 dias depois dessa segunda dose”, explica Sue Ann Clemens, professora de Oxford.
2ª etapa da vacinação em massa
Segunda dose é aplicada em Botucatu/SP
Os moradores são imunizados em dois dias assim com na primeira etapa, de acordo com a data de recebimento da primeira dose. Aqueles que foram imunizados no dia 16 de maio completaram a vacinação neste domingo. Já as pessoas que receberam o imunizante no dia 22 de maio devem tomar a segunda dose no próximo sábado (14).
A aplicação das doses neste domingo foi feita nos 45 locais de votação da eleição, que foram transformados em pontos de vacinação, assim como no início da imunização em massa. Isto é, as pessoas receberam o imunizante no mesmo local de votação em que foram vacinadas na primeira etapa.
Aplicação da segunda dose da vacina conta a Covid-19 ocorre neste domingo em Botucatu
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Já no dia 14, a vacinação irá ocorrer apenas nos ginásios de esportes, já usados neste domingo para receber as pessoas que não tem título de eleitor.
Mas antes dessa data, a partir desta quarta-feira (11), os estudantes da Unesp começam a receber a segunda dose. Eles também fazer parte do estudo e devem receber o imunizante até sexta-feira (13) no próprio campus da universidade, assim como foi na primeira dose.
83,9% da população com a 1ª dose
Pesquisadores que acompanham o estudo de efetividade da vacina veem a queda de casos e internações como reflexo da primeira dose da Oxford/AstraZeneca, mas o acompanhamento dos números pode reforçar essa relação.
Até sexta-feira (6), Botucatu ocupava o quarto lugar no número relativo de doses aplicadas no estado de São Paulo, atrás de Uru, Turmalina e Borá, segundo dados do Vacinômetro. Dos cerca de 148,1 mil habitantes de Botucatu, 124.287 receberam a primeira dose, o que equivale a 83,9% da população total. A população adulta, porém, está praticamente toda vacinada, de acordo com a prefeitura.
Outros 36.819 botucatuenses tomaram a segunda dose, o que representa cerca de 24% da população, índice que deve subir consideravelmente com a segunda etapa da vacinação em massa.
Estudo da AstraZeneca
Botucatu (SP) realizou vacinação em massa dos moradores da cidade com a Oxford/AstraZeneca
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A vacinação em massa em Botucatu faz parte do projeto de estudo da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaborado pela parceria entre a prefeitura, Ministério da Saúde, Governo Federal, Unesp, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, e Fundação Gates.
Desde o dia 16 de maio, que foi chamado de “Dia D” da vacinação em massa, quando mais de 66 mil pessoas foram vacinadas em uma estrutura igual à usada nas eleições, a cidade vem realizando ações para imunizar toda a população adulta, entre 18 e 60 anos, como parte do estudo, exceto as grávidas, que só podem receber doses da CoronaVac ou da Pfizer.
No dia 22, uma nova vacinação em massa foi realizada. Mais de oito mil pessoas se cadastraram para receber o imunizante e pouco mais de cinco mil doses foram aplicadas. Também foram feitas vacinações para estudantes da Unesp e de moradores da zona rural.
No dia 11 de junho, terminou a última etapa para vacinação das pessoas que não foram imunizadas nessas ações. Uma triagem foi feita durante toda a semana, do dia 7 ao dia 11, de pessoas que se cadastraram no site da prefeitura e receberam as orientações via SMS para uma nova avaliação de documentos para poder receber a dose da vacina.
Todo o processo de cadastro e vacinação em Botucatu tem o acompanhamento e auditoria realizados pelas forças de segurança do município (Guarda Civil Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar), OAB Botucatu, Justiça Eleitoral, Ministério Público e Tribunal de Justiça de São Paulo.
Vacinação em massa em Botucatu contra a Covid-19
Reprodução/TV TEM
Sequenciamento genético
Após receber a primeira dose da vacina, o morador de Botucatu foi orientado a assinar um termo para autorizar, em caso positivo de Covid-19 depois da aplicação, os procedimentos para fazer o sequenciamento genético do vírus.
Entenda como será o sequenciamento genético das variantes do coronavírus
Essa análise do material genético de testes positivos é a principal ferramenta do estudo de efetividade. É com o sequenciamento genético que os cientistas vão descobrir se a vacina consegue reduzir tanto os casos graves da doença quanto a transmissão das variantes.
Para autorizar, é simples e seguro: basta assinar um documento. Esse tipo de termo é comum em pesquisas e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que monitora e fiscaliza a aplicação de políticas públicas do SUS. O termo garante sigilo dos dados, que só vão ser registrados pelos cientistas.
Botucatu reforça importância de assinar termo de consentimento para participar de estudo
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