Vacinação em massa de Botucatu: pátio de escola vira centro de triagem para não imunizados em estudo


Triagem do do público que ainda não recebeu o imunizante e já foi convocado por SMS pela Ouvidoria está sendo realizada no pátio da E. E.Cardoso de Almeida. Cidade participa de pesquisa inédita sobre a efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca. Moradores que ainda não foram vacinados e se cadastraram na Ouvidoria de Botucatu estão sendo convocados para nova triagem
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O pátio da Escola Estadual Cardoso de Almeida em Botucatu (SP) está sendo usado para fazer a triagem dos moradores de 18 a 60 anos da cidade que ainda não foram imunizados com a Oxford/AstraZeneca na vacinação em massa que vem sendo realizada na cidade.
A imunização faz parte do estudo inédito sobre a efetividade do imunizante contra cepas do coronavírus. Vão conseguir participar dessa nova triagem apenas as pessoas que fizeram o cadastro na Ouvidoria da cidade até o dia 28 de maio. Segundo a prefeitura, ao todo 2.500 pessoas foram cadastradas.
O público está sendo convocado por mensagem de texto no celular (SMS) na qual é informada a data, horário e local para uma nova triagem de documentos.
Pátio de escola em Botucatu (SP) se transforma em centro de triagem para vacinação em massa
Reprodução/TV TEM
Todos os que forem contactados deverão levar os documentos de identificação e comprovação de residência. Quem não tiver como comprovar ser morador da cidade, deverá imprimir uma declaração de residência, que já está disponível no site da prefeitura.
Durante a triagem, os servidores e uma auditoria de advogados conferem a documentação de quem fez o cadastro. Se a pessoa conseguir comprovar que mora na cidade, recebe um voucher com o local indicado e pode ir a qualquer posto de saúde receber a dose da vacina.
Aqueles que ainda não foi convocados devem ficar atentos ao celular porque os agendamentos vão ser realizados até esta sexta-feira (11). Os atendimentos ocorrem entre 8h e 17h.
Estudo da AstraZeneca
Botucatu (SP) realizou ações para vacinação em massa da cidade com a Oxford/AstraZeneca
Gabriela Prado/ TV TEM
A vacinação em massa em Botucatu faz parte do projeto de estudo da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaborado pela parceria entre a prefeitura, Ministério da Saúde, Governo Federal, Unesp, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, e Fundação Gates.
Desde o dia 16 de maio, que foi chamado de dia D da vacinação em massa quando mais de 66 mil pessoas foram vacinadas em uma estrutura igual a usada nas eleições, a cidade vem realizando ações para imunizar toda a população adulta, entre 18 e 60 anos, exceto as grávidas que só podem receber doses da Coronavac ou da Pfizer, como parte do estudo.
No dia 22 uma nova vacinação em massa foi realizada. Mais de 8 mil pessoas se cadastraram para receber o imunizante e pouco mais de 5 mil doses foram aplicadas. Também foram feitas vacinações para estudantes da Unesp e de moradores da zona rural.
Todo o processo de cadastro e vacinação em Botucatu tem o acompanhamento e auditoria realizados pelas Forças de Segurança do Município (Guarda Civil Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar), OAB Botucatu, Justiça Eleitoral, Ministério Público e Tribunal de Justiça de São Paulo.
Vacinação em massa em Botucatu contra a Covid-19 foi feita no dia 16 de maio
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Sequenciamento genético
Após receber a vacina, o morador de Botucatu deve assinar um termo para autorizar, em caso positivo de Covid-19 depois da aplicação, os procedimentos para fazer o sequenciamento genético do vírus.
Entenda como será o sequenciamento genético das variantes do coronavírus
Essa análise do material genético de testes positivos é a principal ferramenta do estudo de efetividade. É com o sequenciamento genético que os cientistas vão descobrir se a vacina consegue reduzir tanto os casos graves da doença quanto a transmissão das variantes.
Botucatu reforça importância de assinar termo de consentimento para participar de estudo
Para autorizar, é simples e seguro: basta assinar um documento. Esse tipo de termo é comum em pesquisas e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que monitora e fiscaliza a aplicação de políticas públicas do SUS. O termo garante sigilo dos dados que só vão ser registrados pelos cientistas.
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