Vacinação em Botucatu: moradores ainda não imunizados no estudo inédito podem procurar unidades de saúde


A partir desta terça-feira (25) as 22 unidades de saúde do município começam a fazer a vacinação de quem não participou das ações de vacinação em massa realizadas nos dias 16 e 22 de maio. Cidade faz parte de estudo inédito da efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca, inclusive contra as cepas do coronavírus. Botucatu (SP) continua vacinação em massa dos moradores da cidade com a Oxford/AstraZeneca
Gabriela Prado/ TV TEM
Moradores de Botucatu que ainda não tomaram a primeira dose da Oxford/AstraZeneca dentro do estudo de efetividade da vacina vão ser imunizados a partir desta terça-feira (25) nas 22 salas de vacinação da cidade, das 8h às 17h, de segunda à sexta-feira.
A vacinação em massa na cidade, que faz parte do estudo inédito sobre efetividade do imunizante, já realizou três ações de imunização neste mês para a população adulta. Quem não conseguiu participar dessas ações e se encaixa nos critérios da pesquisa pode procurar uma das unidades de saúde para receber o imunizante.
As pessoas que tentaram passar pela triagem nas outras ações e não conseguiram ser aprovadas, precisam ir até a Ouvidoria, localizada no prédio da prefeitura, e realizar uma nova triagem para que possam ser encaminhadas para receber a primeira dose do imunizante.
Nesta etapa devem ser vacinados os mais de 3 mil moradores que haviam se cadastrados no site da prefeitura, mas não compareceram para a ação deste último sábado (22). Segundo a prefeitura, somente 5.269 moradores foram imunizados nos dois locais preparados para essa etapa de vacinação dos 8.573 que se inscreveram.
Botucatu inicia vacinação da população que não participou das imunizações em massa
Ainda de acordo com a prefeitura, o número de pessoas vacinadas nesta ação atingiu a mesma proporção da vacinação do dia 16 de maio e ocorreu dentro do esperado.
Também de acordo com o secretário de saúde de Botucatu, André Spadaro, a prefeitura também fará uma busca ativa com a equipe de estratégia da Saúde da Família dos moradores que ainda não foram imunizados porque estavam de quarentena, viajando, que estão acamados ou que moram na zona rural e ainda não receberam dose de nenhum imunizante.
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Vacinação em massa
No dia 16, no chamado Dia D, foram imunizados mais de 66 mil moradores na ação que usou a estrutura das eleições do ano passado e contou com o trabalho de mais de 2,5 mil voluntários. Também durante a semana passada, mais de 2 mil estudantes da Unesp, que moram na cidade, foram vacinados no próprio campus.
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Na etapa do dia 22, foram vacinados os cidadãos que não estavam na cidade no dia 16 ou que trabalharam durante todo o dia; que receberam a vacina da H1N1 há menos de 15 dias; que tiveram Covid-19 confirmada há menos de 30 dias; ou que estavam cumprindo quarentena na data da vacinação em massa.
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A iniciativa é parte do projeto de estudo inédito da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaborado pela parceria entre a prefeitura da cidade, o Ministério da Saúde, o Governo Federal, a Unesp, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e a Fundação Gates.
Vacinação em massa em Botucatu contra a Covid-19 foi feita neste domingo, 16 de maio de 2021
Reprodução/TV TEM
Sequenciamento genético
Após receber a vacina, o morador de Botucatu deve assinar um termo para autorizar, em caso positivo de Covid-19 depois da aplicação, os procedimentos para fazer o sequenciamento genético do vírus.
Entenda como será o sequenciamento genético das variantes do coronavírus
Essa análise do material genético de testes positivos é a principal ferramenta do estudo de efetividade. É com o sequenciamento genético que os cientistas vão descobrir se a vacina consegue reduzir tanto os casos graves da doença quanto a transmissão das variantes.
Botucatu reforça importância de assinar termo de consentimento para participar de estudo
Para autorizar, é simples e seguro: basta assinar um documento. Esse tipo de termo é comum em pesquisas e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que monitora e fiscaliza a aplicação de políticas públicas do SUS. O termo garante sigilo dos dados que só vão ser registrados pelos cientistas.
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