Unesp registra furto de 100 quilos de carne usada em experimentos de laboratório


Furto foi na Fazenda Experimental do campus do Lageado em Botucatu (SP). Pesquisadores alertam que a carne pode conter resíduos químicos altamente contaminantes. Após o furto, direção da faculdade determinou reforço na segurança, com grades e sistema de monitoramento por câmeras
Luis Artur Chardulo/Arquivo pessoal
Cerca de 100 quilos de carne bovina foram furtados do Laboratório de Ciência da Carne, na Fazenda Experimental Lageado, que faz parte da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp de Botucatu (SP).
Em nota, a faculdade informa que o furto aconteceu no último fim de semana e nenhum suspeito foi identificado. A nota também faz um alerta para que as pessoas da região não comprem carne sem certificação oficial e procedência, porque podem ter acesso a produto sem segurança sanitária.
De acordo com os pesquisadores, parte da carne furtada recebe tratamentos com produtos químicos utilizados para acelerar a sua degradação, portanto, trata-se de carne altamente contaminante, que pode conter resíduos químicos e é totalmente imprópria para consumo.
Segundo o professor Luis Artur Chardulo, coordenador do Laboratório de Ciência da Carne, o furto foi descoberto na manhã do último domingo (20), quando um dos pesquisadores passou pelo local para verificações de rotina e encontrou a porta arrombada.
Pelo grau de descongelamento de um pacote de carne deixado no chão, Chardulo estima que o furto aconteceu na madrugada de domingo.
Segundo o coordenador do laboratório, parte do material furtado passava por testes de vida útil, que são experimentos que atestam para frigoríficos, comércio varejista e consumidores a validade da carne mediante diversas variações de armazenamento.
Ou seja, parte da carne furtada já pode estar com sua validade comprometida e, portanto, totalmente imprópria ao consumo.
A FMVZ registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Civil de Botucatu informou que já determinou diligências por parte da Polícia Científica, que contará com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na tentativa de descobrir o autor ou autores do furto.
Depois do episódio, a direção da FMVZ determinou um reforço na segurança do laboratório, com a instalação de grades de ferro nos acessos e de um sistema de monitoramento por câmeras de segurança.
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