Prefeitura de Bauru diz que pode receber vacina da Pfizer e Defensoria Pública cobra governo de SP


Após Anvisa anunciar novas condições de armazenamento, administração municipal diz que cidade possui estrutura para receber e aplicar o imunizante. Órgão solicita ao estado habilitação da cidade. Prefeitura de Bauru diz que freezers suficientes para atender as novas exigências de armazenamento da vacina da Pfizer
TV TEM/Reprodução
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou ofício à Secretaria Estadual de Saúde e ao Departamento Diretoria Regional de Saúde (DRS-6) para verificar a possibilidade de Bauru (SP) ser habilitada para receber a vacina da Pfizer. O prazo para resposta do estado à Defensoria vence nesta sexta-feira (4).
O pedido foi feito após a prefeitura de Bauru responder à cobrança de informações sobre estrutura de armazenamento feita pela Defensoria e confirmar nesta semana que a cidade tem estrutura adequada de armazenamento e conservação do imunizante.
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Bauru passou a considerar sua estrutura compatível depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na última sexta-feira (28) novas condições de conservação e armazenamento para a vacina da Pfizer.
Agora, o imunizante pode ser mantido em temperatura controlada entre 2ºC e 8ºC por até 31 dias. A orientação anterior era de apenas cinco dias.
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A prefeitura de Bauru informou ainda que foram adquiridos mais freezers e geladeiras, além da adequação da logística de distribuição do imunizante. Há também a previsão de recebimento até a primeira quinzena deste mês de mais cinco geladeiras que foram doadas.
Segundo a prefeitura, Bauru também recebeu a doação de 60 caixas térmicas para o transporte de imunizantes e tenta a negociação com a prefeitura de Botucatu, que possui dois superfreezers doados pela Unesp que atingem -90°C a -60°C , para que um deles seja repassado à cidade.
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Consultada, a Secretaria de Estado da Saúde informou em nota que segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI), que inicialmente preconizava que as vacinas da Pfizer fossem destinadas para capitais dos estados.
A nota diz ainda que, diante das novas regras, “tem discutido com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems) a ampliação da distribuição dos imunizantes da Pfizer para outros municípios”.
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