Lojas abrem para atendimento ao público no centro de Bauru e descumprem fase vermelha; vídeo


Imagens feitas no Calçadão da Batista de Carvalho mostram estabelecimentos com as portas abertas e fila de consumidores. Em Jaú e Marília, fiscalização interrompeu festas no fim de semana. Lojas abrem para atendimento ao público no centro de Bauru, desrespeitando fase vermelha
Arquivo pessoal
Desde o último sábado (6), todo o estado está na fase vermelha pelo Plano São Paulo, a indicação das atividades econômicas com medidas mais restritivas. Situação que a cidade de Bauru (SP) já está classificada desde 22 de janeiro.
Com apenas os serviços essenciais liberados para funcionar, o comércio em geral não pode funcionar com atendimento ao público nos estabelecimentos (confira abaixo as regras da fase vermelha).
Porém, nesta segunda-feira (8), várias lojas estavam com portas abertas e recebendo clientes. Em algumas, consumidores aguardavam em filas para entrar nas lojas (veja no vídeo abaixo).
Lojas abrem para atendimento presencial em Bauru e desrespeitam decreto da fase vermelha
Sobre a fiscalização do cumprimento da fase vermelha no comércio, a TV TEM questionou a prefeitura, no entanto, não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Na cidade, as denúncias podem ser feitas pelos canais da Ouvidoria da prefeitura. é o (14) 3235-1156, com atendimento direto ao público das 8h até a meia-noite, todos os dias.
O mesmo número também possui WhatsApp, na qual o cidadão, ao entrar em contato, será direcionado ao formulário de reclamação disponível no site da Prefeitura de Bauru, com acesso rápido e prático. A Ouvidoria também atende pelo e-mail [email protected], e no site da prefeitura.
Consumidores aguardam do lado de fora para entrar em lojas do centro de Bauru
Arquivo pessoal
Fiscalizações
A fiscalização nas cidades do cento-oeste paulista foi intensificada durante o fim de semana para coibir a circulação de pessoas das 20 às 5h.
Em Jaú, o setor de Fiscalização da prefeitura e policiais da atividade delegada interromperam quatro festas por desconformidade com normas estabelecidas por Decreto Municipal. As festas familiares ocorriam em casas nos Jardins Itamarati, Padre Augusto Sani, Ferreira Dias e Paineiras.
No domingo (7) foram notificados dois supermercados – um no Jardim Nova Jahu e outro no Distrito de Potunduva, também por descumprirem as regras do decreto.
Em Jaú, as denúncias podem ser feitas pelos canais:
WhatsApp (11) 98884-5218
redes sociais pelo ‘@Ouvidoria Jahu’
telefone (14) 3602-1790 (segunda à sexta-feira, das 8h às 17h)
app ‘Ouvidoria Jahu’ (Android)
Telefone 190, da Polícia Militar (para denúncias no período noturno)
Já em Marília, a Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Militar, interrompeu duas festas com aglomerações de pessoas que eram realizadas em chácaras da zona sul da cidade entre a noite de sábado (6) e madrugada deste domingo (7).
Festas aconteciam em chácaras na zona sul de Marília
Prefeitura de Marília/ Divulgação
A equipe e os policiais militares chegaram aos locais após denúncias anônimas. Ao todo, a PM informou que atendeu pelo menos 17 ocorrências de desrespeito ao toque de restrição que está em vigor no estado de SP como medida de prevenção ao coronavírus.
Nas duas ocorrências nas chácaras foram flagradas duas festas, sendo uma de casamento com aproximadamente 100 convidados e outra de aniversário com 30 participantes.
Foi registrado um boletim de ocorrências por desrespeito às normas preventivas de enfrentamento ao coronavírus do Plano São Paulo e ao artigo 268 do Código Penal Brasileiro, que considera crime o ato de infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.
Como denunciar
Denúncias anônimas de festas clandestinas e aglomerações de pessoas podem ser realizadas na Ouvidoria Geral do Município pelo telefone (0800-7766-111), WhatsApp (14-99799-6361), e-mail ([email protected]) ou através do 190 da Polícia Militar.
Equipes da PM e Vigilância Sanitária chegaram aos locais após denúncias anônimas em Marília
Prefeitura de Marília/ Divulgação
Confira abaixo os serviços que devem fechar na fase vermelha e os que continuam funcionando, de acordo com a determinação do governo estadual:
Atividades essenciais:
Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;
Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres (diurnas e noturnas). É vedado o consumo no local;
Bares, lanchonetes e restaurantes: serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive-thru). Válido também para lojas em postos de combustíveis; Há proibição de vendas de bebidas alcoólicas depois das 20h.
Igrejas: permitido o atendimento presencial, restrito até às 20h, e com 30% da capacidade.
Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;
Segurança: serviços de segurança pública e privada;
Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.
Atividades consideradas não essenciais:
Comércio de rua e shoppings
Bares e restaurantes (presencialmente)
Venda de bebidas alcoólicas depois das 20h
Salões de beleza, cabeleireiros e similares
Academias, centros esportivos e clubes sociais
Aulas presenciais em faculdades, com exceção dos cursos superiores da área de saúde
Parques e espaços públicos
Cinemas, teatros, salas de espetáculos, museus, galerias e bibliotecas
Eventos e convenções
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