A greve dos ferroviários em São Paulo está programada para começar na meia-noite do dia 26 de março de 2025, afetando diversas linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O movimento grevista está sendo promovido como uma reação à privatização de algumas linhas da CPTM e visa garantir que os trabalhadores não sofram com demissões em massa. O protesto também se reflete em uma mobilização mais ampla contra a transferência de ativos essenciais para a iniciativa privada.
O impacto da greve será significativo para os passageiros, uma vez que diversas linhas da CPTM estarão paralisadas. As linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade são as mais afetadas pela mobilização. Essas linhas atendem milhares de passageiros todos os dias e são vitais para o transporte de quem viaja entre São Paulo e as cidades vizinhas, incluindo regiões como Mogi das Cruzes, Guarulhos e Suzano.
A greve está intimamente ligada à privatização de trechos importantes da rede ferroviária, com a venda das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade sendo o principal foco da mobilização. Para os trabalhadores, essa privatização representa um risco direto aos seus postos de trabalho e condições de trabalho. A luta deles é para garantir que os serviços continuem sob o controle público, assegurando direitos e qualidade para os passageiros e trabalhadores.
Além da greve, também ocorrerão manifestações em locais estratégicos, como a sede da B3, em São Paulo, onde está previsto o leilão das linhas da CPTM. Os protestos são uma forma de expressar a insatisfação com o processo de privatização que está sendo conduzido pela gestão do governador Tarcísio de Freitas. O leilão das linhas ferroviárias é um passo importante para a concessão de 25 anos das operações das linhas para empresas privadas, um processo que envolve investimentos de bilhões de reais.
Com o foco nas linhas que conectam a capital paulista com a Zona Leste e cidades da região metropolitana, a greve pode gerar transtornos para os cerca de 4,6 milhões de usuários que dependem dessas linhas para o transporte diário. A paralisação pode afetar a mobilidade de milhares de pessoas, dificultando o acesso a serviços essenciais e comprometendo a rotina de quem utiliza o transporte público como principal meio de deslocamento.
A privatização da CPTM e as consequências dessa decisão estão no centro do debate. A expectativa é que, caso a greve não seja resolvida e os trabalhadores não recebam garantias claras sobre seus postos de trabalho, a paralisação continue por tempo indeterminado. A mobilização reflete uma resistência à ideia de que a gestão pública de serviços essenciais como o transporte urbano seja transferida para empresas privadas, algo que muitos consideram um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e usuários.
Enquanto o leilão se aproxima, o movimento grevista continua a pressionar por uma negociação direta com o governo estadual. O objetivo dos trabalhadores é garantir que o governo de São Paulo cancele o leilão e reconsidere a privatização das linhas da CPTM. Para eles, a luta é também uma defesa do transporte público como um direito de todos e uma exigência por melhores condições de trabalho.
A greve dos ferroviários em São Paulo, com foco nas linhas da CPTM, revela a tensão entre as necessidades da população e os interesses econômicos que buscam a privatização dos serviços públicos. Em meio a esse cenário, a mobilização dos trabalhadores é um reflexo da luta por direitos, por um transporte público de qualidade e por um modelo de gestão que leve em consideração o bem-estar de todos os cidadãos.
Autor: Julya Matroxy
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital